25 de setembro de 2020

    HOSPITAIS, CLÍNICAS E LABORATÓRIOS ENFRENTAM DIFICULDADES PARA ADOTAR CLOUD COMPUTING ADEQUADO

    Quase nenhuma entidade da área da saúde considera o armazenamento e o gerenciamento de dados em nuvem uma prioridade, mas muitos especialistas garantem: organizações incapazes de se adaptar e adotar uma tecnologia consistente serão deixadas para trás. Entre hospitais, clínicas e laboratórios de todo o mundo, é mínima a parcela dos que já adotaram e se adequaram à computação em nuvem. Mesmo assim, quase todos os administradores e gestores de TI do setor reconhecem que usufruir de um cloud computing consistente é fator significante para o sucesso. Os benefícios dessa tecnologia são notáveis, mas ela também tem suas complexidades e desafios.

    Os benefícios da computação em nuvem para organizações da área da saúde

    Entre os privilégios obtidos por hospitais, clínicas e laboratórios que adotam cloud computing sem fragmentações destacam-se a segurança e a acessibilidade: essas organizações reduzem ao máximo o risco de perda ou roubo de dados sigilosos. Além disso, facilita o acesso por profissionais autorizados, como médicos e diretores, de informações necessárias, muitas responsáveis por influenciar em decisões urgentes e diretamente ligadas à vida de seres humanos. Através da computação em nuvem realmente segura e adequadamente administrada, essas pessoas podem obter, visualizar e compartilhar as informações de qualquer lugar e não somente quando estiverem presentes no espaço físico do local de trabalho.

    Outros benefícios da computação em nuvem para a saúde são: redução de gastos financeiros e economia de tempo no acesso e compartilhamento das informações; o redirecionamento dos especialistas de TI para outros projetos; a maior agilidade no lançamento de produtos e serviços; a melhor administração e gestão dos negócios e da parte técnica de cada setor, incluindo o setor de TI.

    Os dilemas a serem superados na saúde para um cloud computing consistente

    A importância da computação em nuvem para hospitais, clínicas e laboratórios é reconhecida por grande parte dos responsáveis pelos setores de TI de organizações como essas. Apesar disso, muitos destes profissionais ainda não sabem lidar com um dos maiores dilemas trazidos pela tecnologia: enquanto nuvens públicas não são recomendadas para uso na saúde, pelo baixo grau de seguridade das informações nelas armazenadas, outros formatos de clouds têm exigências mais difíceis de ser alcançadas e exigem mais investimentos para que funcionem adequadamente,

    O dilema clouds públicas versus clouds híbridas ou privadas justifica a “fragmentação” da tecnologia. Ou seja, o uso de mais de uma ferramenta ou plataforma de cloud na mesma organização. A fragmentação gera falta de consistência no armazenamento e resulta em:

    1. menos segurança dos dados armazenados, já que clouds diferentes provavelmente terão políticas de uso e segurança também diferentes;
    2. menos facilidade de uso dos dados e acessibilidade reduzida das informações, justamente o oposto do que é buscado pelo setor.

    Em um estudo realizado com mais de 1.200 responsáveis por áreas de TI de organizações da saúde, Dell Technologies, VMware e a Intel Corporation, em parceria com a Enterprise Strategy Group (ESG), constataram que somente 7% dos hospitais, laboratórios e clínicas de todo o mundo já fizeram progressos significativos em direção a permitir e facilitar uma administração de dados em nuvem realmente consistente. Outras organizações pesquisadas trabalham de forma fragmentada, têm menor eficiência no armazenamento e estão mais expostas ao risco.

    Entre as exigências para a obtenção de um cloud computing consistente, estão:

    – Mão de obra de TI capacitada voltada à implementação e administração da tecnologia,

    – Investimentos em estrutura física,

    – Capacitação dos profissionais que, em alguma instância, terão que lidar com a captação, o armazenamento, o uso ou o compartilhamento das informações em nuvem.

    O estudo mencionado acima sugere que mudanças nas organizações da área da saúde e adequação ao cloud computing devam ser realizadas no máximo nos próximos 18 meses. Hospitais, laboratórios e clínicas capazes de se adequar, além de obter mais segurança dos dados e melhor acessibilidade dessas informações, terão acesso facilitado à inovação, tendência que se consolida a cada dia.

    No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados é parte importante da adequação

    Já está valendo no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados. Na saúde, ela é responsável por preservar a privacidade de pacientes e entidades e dentro ou fora da área normatiza a maneira como toda instituição deverá reunir, armazenar e usar dados de qualquer pessoa.

    A adequação à LGPD é mais um motivo para que hospitais, clínicas e laboratórios se preocupem em investir em um armazenamento que seja, de fato, consistente. Até porque, ao que tudo indica, as multas e sanções para quem descumprir a nova regulamentação serão gravíssimas e milionárias. Vale ressaltar: ainda de acordo com o levantamento da Dell Technologies e das empresas parcerias, na saúde, organizações que optarem por não adotar clouds consistentes irão gastar mais dinheiro e enfrentar riscos organizacionais muito maiores.

    Ainda tem quem tente escapar da tecnologia. Mas a fuga de hoje será o não-ter-para-onde-correr em um futuro muito próximo. Quem não se adequar agora acabará encurralado em breve, seja pelas punições legais ou pela surpresa com a necessidade de realizar investimentos além do planejado para, por exemplo, enfrentar crises e tentar recuperar informações roubadas ou perdidas.

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